Luca Pacioli: o pai da Contabilidade
Escreveu “Tratactus de Computis et Scripturis” (Contabilidade por Partidas Dobradas), publicado em 1494 na “Summa”, enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos.
“Per ” , mediante o qual se reconhece o devedor;
“A ” , pelo qual se reconhece o credor.
Acrescentou que, primeiro deve vir o devedor, e depois o credor, prática que se usa até hoje.
Além de marcar o início da contabilidade moderna, Pacioli abriu oportunidades para que novas obras sobre a Contabilidade fossem escritas. Através de seus pensamentos, hoje temos conceitos importantes do ramo da Contabilidade, pois ele possibilitou o desenvolvimento da noção de igualdade, equilíbrio de contas, etc. Infelizmente, o número de textos citando Luca Pacioli é bem reduzido. Aqui no Brasil, contando de 1941 até 2014, foi citado apenas 16 vezes.
Paciolo foi coevo de Leonardo Da Vinci (1452-1514), Michelangelo (1475-1564), Maquiavel (1469-1527), Lourenço, o Magnífico (1449-1492), Girolamo Savonarola (1452-1498), Piero della Francesca (1420-1492) e de muitas personalidades de uma “época de ouro” da civilização Mundial que resplandeceu na Itália.
O frei italiano Luca Pacioli é um ícone de nossa história, não só porque teve a primeira obra impressa onde inseriu um Tratado sobre Escrituração por Partidas Duplas, mas, especialmente por ter rompido uma inércia e por fazer conhecido um dos mais importantes critérios de registro que toda a história da humanidade conheceu.